Os taninos são compostos fenólicos de origem vegetal presentes em folhas, sementes, frutos e cascas de diversas espécies. Durante muitos anos, foram associados principalmente a efeitos antinutricionais.
No entanto, avanços na pesquisa indicam que esses compostos podem exercer funções importantes na nutrição animal, desde que haja conhecimento sobre a fonte, o tipo e a dose adequada de utilização.
Quimicamente, os taninos são classificados em taninos condensados e taninos hidrolisáveis, que diferem em estrutura e comportamento no trato digestivo. Ambos têm a capacidade de interagir com proteínas, carboidratos e minerais, influenciando a digestibilidade e o aproveitamento dos nutrientes. O tanino condensado é caracterizado por ser mais estável, já o hidrolisado mais susceptível a degradação.
No trato gastrointestinal, os taninos podem modular a atividade microbiana, reduzir processos fermentativos indesejáveis e apresentar efeitos antioxidantes, antimicrobianos e antiparasitários. Em monogástricos, seu uso vem sendo estudado como alternativa natural para a saúde intestinal e o controle de patógenos, enquanto em diferentes sistemas de produção contribuem para maior eficiência alimentar.
Na nutrição animal moderna, os taninos deixam de ser vistos apenas como fatores limitantes e passam a ser considerados compostos bioativos, com potencial para melhorar o desempenho, a saúde animal e a sustentabilidade dos sistemas produtivos.